Estamos nos aproximando de uma bifurcação.
Há dois caminhos a seguir. Duas alternativas completamente distintas. Duas estradas em sentidos opostos. Uma estrada nova e uma estrada velha.
A estrada velha, na verdade, não é um desvio. Ela apenas continua no mesmo sentido de anos e anos. É uma estrada arcaica, cheirando a mofo ou mesmo a naftalina. Segue o túnel da Continuidade e seu destino final não é Futuro.
A estrada nova nos leva a Novidade. Leva-nos a um mundo diferente do que nos acostumamos nas últimas décadas. Pode-se apreciar, no caminho, Modernidade, Legalidade, Correção e Lisura.
Na estrada velha, usa-se a máquina de escrever. Na nova, computadores de última geração.
A estrada velha leva a América e Bangu. A nova leva, no mínimo, no rumo de São Paulo, com boas possibilidades de se ir além.
A estrada velha leva a Insolvência. A nova, a Saneamento.
Na estrada velha não há parceiros. Há credores e desconfiança. Na estrada nova, investimentos e credibilidade.
Na estrada velha, obras (mal) feitas às pressas. Na nova, cuidado com tudo o que se relaciona com a nossa marca.
A nova traz uma perspectiva de Yokohama. A velha, de Nova Lima.
Na estrada velha seguiremos Eurico Miranda. Na nova, seremos seguidos.
Na velha, ladeando o caminho, poderemos ver plantações de mentiras. Na nova, transparência. Na velha, delírios frutificarão por toda a trajetória. Na nova, o caminho será pavimentado com austeridade.
Ambas levam à Unimed. Mas na estrada velha, há uma relação de dependência parasitária, como uma tábua desesperada de salvação. Na nova, uma relação ganha-ganha, uma parceria moderna, fortalecida e aperfeiçoada.
Ambas passam por Xerém. Mas a estrada velha passa por um Xerém derrotado, um cabide de empregos para os amigos que querem continuar sempre na mesma estrada. A nova passa por um Xerém vitorioso, uma fábrica de futuro.
A estrada velha chama-se Roberto Horcades. A estrada nova chama-se Peter Siemsen.
Laranjeiras estará com duas possibilidades. Resignar-se em abrigar um clube cada vez mais regionalizado, um clube de bairro com uma marca poderosíssima em declínio, ou viver a esperança de ver um clube internacionalizado à altura de sua marca, cada vez mais valorizada.
Quem se aproxima da tal bifurcação é o sócio do Fluminense. Ele ali chegará em 27 de novembro próximo. Ele optará por um dos dois caminhos. Só um dos dois poderá virar a chave do Fluminense no rumo dos clubes mais modernos e estruturados.
A torcida aguarda com ansiedade qual será a opção dos sócios. Ela afetará diretamente o destino de sua grande paixão.
Esta é, meus irmãos Tricolores, a realidade do dia 27. O próximo presidente poderá ser Roberto Horcades ou Peter Siemsen.
Horcades é a continuidade. Peter é a esperança.
Que Deus ilumine os sócios do Fluminense nesta próxima terça-feira.
(Postado por water heater, Setembro 5, 2008, 11:07 AM)