Prezados,
Em breve, o Brasil receberá o "grau de investimento" das agências internacionais de risco que avaliam o mercado financeiro. Além disso, a FIFA já confirmou a Copa de 2014 em nosso país.
O mundo vive um processo de expansão econômica, e o futebol não está fora disso, basta comparar as cifras recentes : em 2002, um craque como o Kaká foi negociado pelo São Paulo ao Milan por módicos US$8 milhões. Em 2007, jogadores medianos como William do Corinthians ou Lucas do Grêmio saíram por no mínimo o dobro.
No Brasil, com a expansão da economia e do poder aquisitivo, a Globosat deve fechar o ano com mais de 400 mil pacotes PPV vendidos em 2007, contra cerca de 280 mil em 2006.
Estão sendo formados na Europa fundos gigantescos (entre bancos, empresas de marketing e clubes) para investir em futebol pelo mundo.
Este tipo de fundo planeja investir não apenas na formação de jogadores, utilizando os clubes brasileiros como parceiros das grandes potências européias, mas também em arenas multiuso, em licenciamento de produtos e em estrutura.
Certamente serão privilegiados os clubes mais bem organizados, com melhor estrutura, mais transparentes em sua administração e prestação de contas, mais capacitados a formar jovens valores e que tenham a marca fortalecida.
Serão alvos do investimento os clubes que possuam boas práticas de governança, tais como transparência, balanços publicados regularmente com clareza, boa imagem pública, gestão responsável e profissional, etc.
A gestão Roberto Horcades vai encerrando seu mandato com o clube devendo mais de R$ 240 milhões nas esferas cível, fiscal e trabalhista. Fora os débitos que ainda não se transformaram em processos, mas que serão cobrados no futuro próximo pelos credores.
Além disso, durante a gestão Horcades, o Fluminense não teve qualquer ganho patrimonial ou estrutural. O Centro de Treinamento, prometido e divulgado, não saiu do papel. E a oportunidade de arrendar o Engenhão foi perdida, pasmem, para um clube rival em situação financeira ainda pior que a do Flu.
Na parte administrativa, o clube aderiu ao Timemania com possibilidade real de ser excluído, uma vez que não possui orçamento para pagar os R$ 600 mil / mês de encargos correntes, premissa fundamental para permanecer no parcelamento.
Além disso, o ato trabalhista está em processo de revisão, o que vai colocar o Flu novamente na rotina de penhoras de caixa e obrigará o clube a pagar o parcelamento dos credores trabalhistas em prazo muito mais apertado do que o previsto nas condições atuais, negociadas junto ao TRT-RJ em 2003, durante a gestão David Fischell.
Mais detalhes sobre este assunto você encontrará no meu artigo anterior, disponível em
http://www.sempreflu.com.br/main.php?run=colunas&cur=21&key=0
Pois bem, vocês acham que essa gestão temerária, que só aparece para proferir bravatas eleitoreiras na mídia e pegar carona no investimento e nas conquistas da Unimed, merece uma reeleição ?
A resposta mais do que óbvia é NÃO !
Por isso todos aqueles que hoje formam a candidatura Peter Siemsen são OPOSIÇÃO à atual gestão, que já deu provas de ser temerária e coloca em risco a própria existência do Fluminense.
Alguns dirão : mas a base aliada de vocês é muito heterogênea...
É verdade !
Temos apoio de muitos sócios novatos, essenciais na renovação da política, representando 3 grupos de oposição diferentes : Flusócio, Ideal Tricolor e Fluminense de Verdade.
Temos apoio de figuras importantes no processo eleitoral como João Havelange (ex-Presidente da FIFA), Carlos Luppi (Ministro do Trabalho) e Júlio Bueno (Secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do RJ).
Temos apoio de dirigentes importantes nos Esportes Olímpicos, tais como o Dr. Alaor Gaspar Pinto Azevedo (Conf. Brasileira de Tênis de Mesa), Coaracy Nunes (Conf. Brasileira de Esportes Aquáticos) e de atletas tricolores consagrados como Luiz Lima (natação), Flávio Canto (judô) e a dupla Torben Grael e Marcelo Ferreira (iatismo).
Além disso, temos a satisfação de contar com empresários reconhecidos como Gilson Maurity, atual Presidente da Lubrizol Brasil.
Se algumas pessoas antigas na política, que ajudaram a eleger o próprio Horcades, estão hoje contra ele e apoiando Peter, isso deveria ser objeto de reflexão por parte do associado, afinal de contas, se estas pessoas tivessem apenas "apego ao poder" provavelmente teriam continuado ao lado do próprio Presidente atual, que ainda é o favorito para as eleições.
Alguns vão questionar : por que toda essa introdução, já que a conduta oposicionista à gestão Horcades foi marca registrada do colunista em todos os artigos anteriores ?
É apenas para fazer o contraste com a conduta de um determinado candidato, que gosta de falar em "credos", diz que é a única "oposição genuína", mas que hoje consolidou sua nova e definitiva aliança.
Durante o debate do último sábado (03/11/2007) na Rádio Globo, o Sr. Paulo Mozart afirmou categoricamente que "registraria sua chapa na segunda-feira 05/11". Não fez.
Um apoiador incansável do candidato Paulo Mozart, que não pretende funcionar como "gado", já percebeu a estratégia e mudou nesta semana seu voto para o Peter Siemsen.
Esta pessoa confidenciou a alguns de nós que haviam pouco mais de 120 fichas assinadas na segunda-feira à tarde, metade do que é necessário para registro da chapa, informação validada com outras pessoas da TC com as quais temos boa relação.
Além disso, ainda não havia sido realizado o filtro para exclusão de sócios inadimplentes, dependentes de sócios e outros que não estão aptos a votar segundo o estatuto, o que sempre diminui drasticamente o número de inscritos válidos.
Entretanto, durante toda manhã de hoje (09/11/2007), o Sr. Paulo Mozart esteve no gabinete do Sr. Roberto Horcades, reunido com o Presidente atual.
Por volta das 18 h, a chapa do Sr. Paulo Mozart deu entrada na Secretaria do Fluminense, com cerca de 220 fichas assinadas.
Após a reunião, de maneira extremamente oportunista e deselegante, o Sr. Paulo Mozart postou uma carta no forum Fala Tricolor da Sempre Flu, onde chegou a trocar os nomes de seus adversários da chapa Peter Siemsen de forma pejorativa, numa atitude a meu ver não digna de alguém que pretende representar a torcida do Fluminense.
No mesmo texto, o Sr. Paulo Mozart diz que não admite negociar cargos, mas reclama de Peter Siemsen porque este não quis lhe dar a Vice-Presidência Geral...
Mais alguns adendos, para informação de todos :
- O grupo do Sr. Paulo Mozart tem se reunido constantemente com o Sr. Ricardo Martins, benemérito atleta, atual Vice de Esportes Olímpicos e principal sustentáculo político da candidatura da situação. Um caloroso elogio ao Sr. Ricardo Martins foi feito pelo candidato Paulo Mozart no final do debate da Rádio Globo, em 03/11.
- Existem muitas críticas ao apoio de algumas figuras da política tricolor à candidatura Peter Siemsen, em especial o ex-Presidente David Fischell. Entretanto, em meados de julho, o Sr. Paulo Mozart esteve na casa do Sr. David Fischell apresentando a sua plataforma de campanha e tentando conquistar o seu apoio para as eleições. Também tentou negociar composição com o Vice-Geral Julio Dominguez, antes deste desistir da candidatura própria e formalizar o apoio do seu grupo ao candidato Peter Siemsen.
- O Sr. Marcos Furtado, ex-Vice de Marketing, citado pelo Sr. Paulo Mozart como um dos membros da "Fluminense Unido e Forte", não pode fazer parte de nenhuma chapa para o Conselho Deliberativo porque já é sócio benemérito.
- Na festa do aniversário de 105 anos do Fluminense, em 21/07/2007, o Sr. Paulo Mozart comprou muitas mesas do baile para distribuir entre seus partidários. Disse que pagou em cheque. Dias depois, o Sr. Paulo Mozart confirmou em várias rodas dentro do clube e no Maracanã que iria destruir a candidatura Horcades na mídia porque "o cheque tinha sido depositado numa conta pessoal de alguém ligado à diretoria". Segundo Paulo Mozart, "as provas já tinham sido recolhidas junto ao sistema bancário e a bomba explodiria no momento certo". Continuamos no aguardo...
- Em reunião das oposições, organizada pela Flusócio e realizada no Flexcenter em meados de 2006, o Sr. Paulo Mozart declarou em alto e bom som para mais de 50 pessoas : "não sou candidato e meu nome para Presidente em 2007 é o Sr. Peter Eduardo Siemsen". Nada como a formação de novas alianças para mudar radicalmente uma posição. O problema deve ser explicar a incoerência entre a prática e o discurso.
- Participo como um dos gestores de conteúdo para o material de campanha da chapa Peter Siemsen. Em nossos textos, site ou impressos nunca houve uma linha sequer de ataque ao grupo Tricolor de Coração, porque vemos no Horcades o adversário a ser batido. A recíproca, infelizmente, nunca foi verdadeira, para deleite do candidato situacionista. Isso também ficou evidente nos debates das rádios Globo e CBN.
- Na semana anterior ao Fla x Flu, encomendamos uma pesquisa com 480 sócios entrevistados por telefone. Os resultados foram o seguintes : Horcades 24%, Peter 16%, Paulo Mozart 7%, Nulos 2% e Indecisos 51%. Ou seja, o fato do Sr. Paulo Mozart insistir na candidatura significa facilitar o candidato situacionista.
E para finalizar, em novembro de 2004, quando não conseguimos formar a chapa do candidato Gustavo Marins, o grupo Flusócio, do qual faço parte e que lançou Peter Siemsen como candidato, foi procurado para compor com a chapa da situação.
Foram oferecidas 80 cadeiras no Conselho Deliberativo e 4 Vice-Presidências, entre elas a Vice-Presidência de Futebol.
Como não compactuaríamos com um projeto em que não confiávamos, e sabemos que o regime é presidencialista, decidimos por unanimidade recusar a proposta e votar no candidato de oposição que víamos com mais chances.
Despejamos quase 100 votos em Paulo Mozart, mas hoje percebo que estávamos errados.
"Oposição genuína", né ? Tá bom...
Tirem suas próprias conclusões....
Eleições Marcadas : 27 de novembro, das 8 às 21 h.
Sds Tricolores !