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Despedida do Maracanã madorrenta

Por Guilherme Soares Bastos on Novembro 25,2007

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Mas o jogo preliminar foi marcante.

Torcida Tricolor,

 

Depois de uma semana agitada nas eleições do clube (a votação é dia 27 próximo), chegamos ao sábado, dia de nosso ultimo jogo em casa nesse ano. Jogo este precedido por um festivo jogo entre craques tricolores do passado e um time de amadores da uma grande empresa nacional de petróleo (acho que só tem uma mesmo né?).

 

O chamado jogo principal teve de um lado um time sem um desejo, preguiçoso e já em ritmo de férias (nós), e outro procurando loucamente justificar seu rebaixamento para a série B. Vencemos e isso sempre é importante. As deficiências que vêm sendo apontadas mais uma vez se fizeram evidentes (goleiro, lateral esquerdo, ataque etc). Nenhuma novidade portanto. Por isso, gostaria de falar um pouco sobre o primeiro jogo.

 

Era aniversário de meu filho mais novo e não poderíamos ir ao jogo à tarde tendo em vista que o bolinho familiar foi marcado pela patroa exatamente no mesmo horário. Decidi então pegar ele e o irmão mais velho para irmos mais cedo ao clube ver o movimento (fui convidado a prestigiar o churrasco de campanha do Horcades). Lá chegando, fui informado que todos os jogadores que participariam da festa estavam almoçando no salão nobre. Rapidamente subi com os garotos para apresentar alguns jogadores que eles só conhecem por vídeos do Youtube. Foi maravilhoso!

 

Ter a oportunidade de conversar com Deley (hoje deputado Federal), pegar autógrafos (Rivelino, Gil, Pires, Duílio, Assis e tantos outros) e contar para as crianças o que esses caras conquistaram com a camisa tricolor foi uma viagem deliciosa a um passado distante para tantos e tão próximo para mim. Um passado que tantos tricolores mais novos nem desconfiam que existiu. Um passado onde se jogava o melhor futebol do mundo aqui no Brasil (e não na Europa) e onde o Fluminense sempre tinha pelo menos um jogador convocado para a seleção brasileira. Passado de respeito e glórias, conquistas e seriedade, orgulho e fidalguia.

 

Aos 40 anos de idade me vi moleque, pedindo autógrafos e tirando fotos ao lado dos jogadores. Coisa que nunca tinha feito. Não tenho essa relação de idolatria com jogadores, músicos ou atores. Mas lá estava eu, com caneta e bandeira tricolor na mão, pedindo os autógrafos, com a desculpa de que “era pro meu filho”. E tudo porque ver aqueles rostos, com barrigas proeminentes e canelos (os poucos que restam para alguns deles) bastante brancos, me fez criança novamente. E novamente feliz.

 

Que a diretoria eleita, não importa de que chapa seja, seja capaz de continuar a retomada do orgulho de ser tricolor. Nossos filhos merecem.

 

Em tempo: continuo querendo ser o melhor do Rio!

 

Em tempo 2: a partir dessa semana, passo a escrever em meu blog (http://www.papodebotequim.globolog.com.br/) não só sobre Fluminense mas sobre os assunto mais diversos. Passa lá para tomar um chope com a gente!

 

Saudações tricolores.


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comment Comentários (1 postados)
  • image Discriminação aos jogadores do Fluminense. Se o Arouca jogásse no menguinho, no São Paulo, no Cruzeiro ou no Internacional, seria convocado. Não há meio campo sub-23 melhor no Brasil do que ele. Houve uma grande discriminação ao clube, pois ele não foi convocado para a seleção olímpica em benefício de um reserva do Internacional que nunca ouvi falar.
    (Postado por André, Novembro 27, 2007, 8:42 AM)
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