Estava eu assistindo a final da Taça Guanabara (TG) entre a mulambada e a filial tricolor-suburbana dos euricoboys quando “caiu a ficha”: o Rio de Janeiro é tão fantástico que consegue transformar o primeiro turno em um campeonato com nome e taça! Acho realmente bacana isso. Em paralelo, a paulicéia desvairada muda de campeonato como mulher muda de roupa para sair (estou tão indecisa....).
Falando da paulicéia, o técnico Leão, que definitivamente não anda numa boa fase, deu uma das declarações mais esdrúxulas que já ouvi, depois de um empate medonho dos ex-MSI contra o Marília. Questionado porque o time não alcançava os objetivos, ele se saiu com a seguinte pérola: “Alcançamos os objetivos sim! Os jogadores fizeram exatamente o que o técnico orientou. Só não alcançamos os resultados dos objetivos.” Orlando Lero perde.
Sobre a final da TG, os primeiros 15 minutos de jogo foram o maior FEBEAPA (salve Stanislau Ponte Preta!) futebolístico que já vi! Poucas vezes vi tantas lambanças sendo feitas pelos dois times em tão pouco tempo. E o Madura sentiu muita falta de seus dois atacantes. Impressionante foi ouvir o Seu Nonô falando na platinada que “qualquer time do Brasil se ressentiria da falta de atacantes do nível de Marcelo e Valdir Papel (sic)”. Nossa Senhora do Bom Futebol me ajude! Outra observação interessante para nós, tricolores, foi ver o Alan, cria de Xerém, entrar em campo e fazer exatamente o que fazia quando jogava no Flu, ou seja, besteira atrás de besteira. Não acertou um passe! E isso porque entrou no lugar do Maicon, que voltou ao normal e jogou o que jogava no Flu também – nada!
No laranjal, tivemos duas boas noticias para Xerém. A primeira é que agora temos o terreno para o CT de verdade. O desafio é sair do papel. E a segunda foi a contratação de Assis como coordenador técnico. Existe um jogo pesado em Xerém. É dali que sairá o grosso do dinheiro do futebol nos próximos anos e tem muita gente de olho nessa butique. Mas gosto muito dessa pratica de manter os ídolos do passado em contato com os jogadores do futuro. Sorte ao Carrasco (mas é bom ficar atento ao jogo). A nota triste foi a contusão de Diego, que comprova a falta que faz uma boa benzedeira de vez em quando. Ôôô fase!
Agora, é aguardar a estréia no 2° turno. Natalino tem trabalhado muito o posicionamento da defesa, o que é de sua prática. E confesso que gosto de ouvir isso. Vamos ver se contra a Cabofriense (Marcão jogando contra o Flu!) já conseguimos ver alguns resultados desse trabalho.
Em tempo: moro perto de uma grande comunidade. Após o gol de pênalti do Renato, a quantidade de “tiros comemorativos” dados foi impressionante. Mulambada campeã é paz no Rio!
Saudações tricolores.
flufanatico@globo.com