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Noites de Gala

Por Guilherme Soares Bastos on Março 09,2008

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Apresentação fantástica contra Arsenal deixa time de ressaca


Torcida Tricolor,

 

Fui ao Maracanã na quarta com níveis absurdos de ansiedade e expectativa. Reestréia em jogos pela Libertadores no Maraca depois de 23 anos, time melhorando após jogos em Quito e contra Cabofriense, retorno do pó de arroz, símbolo histórico de nossa torcida...enfim, eram muitos os motivos para nossos corações tricolores baterem mais forte.

 

E a noite se fez dia! Time e torcida, iluminados, transformaram aquelas duas horas em inesquecíveis. Acompanho futebol desde meus 6 anos. É claro que não tenho memória de elefante mas vi grandes times jogarem. Vi todos os jogos do Brasil  na Copa de 70, via a seleção holandesa de 74/78, via a Máquina tricolor de 75/77, vi o Flamengo de Zico, via a seleção de 82, vi o tricampeonato tricolor de 83/85. Todos grandes times, que vivem no imaginário futebolístico popular. E poucas vezes, muito poucas vezes mesmo, vi um time de futebol jogar o que jogamos nos dois tempos daquela quarta-feira. Foi mágico, irrepreensível, insuperável. Jogo para guardar na Memória e no DVD.

 

O risco a ser evitado por todos (torcida, time, comissão técnica, diretoria) é não considerar essa noite como normal e duplicável. Não é. Há muitos fatores que transformaram esta noite em singular, única, que já destaquei acima. E esta é a mágica do futebol. Nenhum jogo é igual ao outro porque cada um carrega sua singularidade.

 

E foi exatamente a singularidade de ser o jogo seguinte a esta noite de êxtase que transformou o jogo contra o Friburguense num desafio muito maior do que aparentemente seria.

 

Imagino o nível de adrenalina no sangue de cada jogador dentro do vestiário, ao fim do espetáculo contra o Arsenal. Por mais que Renaite tenha falado, por mais que os jogadores quisesem, eles não conseguiram entrar em campo com a mesma concentração. E acabamos sofrendo um pouco mais do que precisávamos. Erramos muitos passes, muitos dribles e tomamos um gol em falha coletiva da defesa (FH incluído, como sempre). Mas reagimos, marcamos os gols no segundo tempo e levamos os três pontos e a liderança do grupo. Ressalto que foram 4 gols em chutes de fora da área, o que mostra por um lado a dificuldade de penetrar na defesa adversária e por outro que temos um recurso importantíssimo.

 

Mas a diferença deste jogo para a semifinal da TG é que do outro lado tínhamos um time bem mais fraco como adversário. A situação poderia ter se repetido. Daí a necessidade de tomarmos muito cuidado com esses inícios de jogo a meia-bomba.

 

É importante destacarmos a contusão de Dodô. Ainda é cedo para afirmarmos a extensão de seu afastamento, mas sem duvida fará falta. Não tenho saudade do Soares nem do Lenny. Tanto o empréstimo quanto a venda foram acertadas. Temos Cícero e Tartá como opções. Além disso, Conca esta jogando muito e deve compensar esta troca de atacantes com muita criatividade no meio.

 

Em tempo: Roger supostamente insatisfeito, suposto doping do Gabriel,  proposta do Milan pelo TN,  dossiê do comissário suicida...foram tantas as noticias ruins sobre o Flu publicadas nos jornais que me pergunto: será que só nosso clube tem mazelas? Não discuto a veracidade delas, muito menos a ética jornalista. Mas sim, a linha editorial desses veículos de comunicação. A vitória será mais doce e saborosa!

 

Saudações tricolores.

flufanatico@globo.com

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