Fizemos os três pontos, vencemos por um placar até razoável. Poderia inclusive ter sido mais elástico, se a bola na trave do Lenny tivesse entrado. Mas não dá para dizer que foi bom.
Tomamos sufoco no inicio do jogo de um time que está na zona de rebaixamento do estadual! Fabinho evidentemente nervoso, possivelmente pelas homenagens recebidas por seu “antepassado” Marcão, errava muito e Thiago Neves nem era sombra do jogador que se movimentou por todo o campo no jogo contra o Adesg.
Natalino correu um grande risco mexendo em três posições da defesa para seu jogo de estréia do campeonato. Dos três que entraram, FH fez boa apresentação mas continua não contando com a confiança de boa parte da torcida. Fica sempre aquela sensação de que alguma besteira ele vai cometer a qualquer momento. Isso é fatal para um goleiro. Luiz Alberto jogou bem, marcou um gol legítimo e mal anulado e demonstrou muita vontade de ficar no time. Mas a grande decepção foi mesmo Rafael, que acabou deixando Carlinhos, que marcou o belo terceiro gol, em ótima posição para permanecer no time.
Deixando de lado o desempenho dos jogadores, questiono também o lado psicológico. Logo depois de uma vitória bastante convincente, mesmo jogando contra um time fraquíssimo, porque mexer em três posições na defesa numa só tacada? Qual o impacto teve essas substituições nas cabeças dos que saíram? E nas dos que ficaram? Será que não fica aquela percepção que “não basta ganhar”? Nas manchetes de hoje, Natalino já fala em trocar novamente o time. Já vi essa historia de ficar trocando jogador antes e o final não foi feliz.
O jogo pela Copa do Brasil é muito importante, não só pela CB mas também para motivar o time. A terceira vitória seguida poderá embalar a equipe. Alex Dias e Soares parecem se entender cada vez melhor no ataque. Vejo Cícero aparecendo mais no jogo (o primeiro gol de domingo foi graças a um toque dele dentro da área, em típico lance de pivô) e os laterais aparecendo bem no apoio. Importante falar da falha do Ivan no primeiro gol da Cabofriense, mas a atuação dele esteve no mesmo nível dos demais, não podendo ele ser classificado entre os piores.
Em tempo: E a Unimed continua crescendo. O faturamento cresceu mais de 20% em relação ao ano anterior. Não tenho duvidas da importância da exposição de marca que nosso time gera para esta empresa obter esses resultados. E tenho certeza que seus dirigentes e executivos têm esta consciência também. Porque não conseguimos transformar essa parceria em títulos? Eis o mistério...
Saudações tricolores
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