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O que é ser grande?

Por Guilherme Soares Bastos on Junho 15,2008

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Contagem regressiva deixa nervos da torcida à flor da pele

 

Torcida Tricolor,

 

Mais uma semana de expectativa acumulada, aguardando o dia 25/06 que teima em não chegar. Nessa semana, como fatos relevantes, temos o bisonho empate com o fraco time dos peixes em pleno Maraca, a inconveniente convocação e brilhante liberação dos dois Thiagos para um amistoso da seleção olímpica na véspera da viagem para Quito e o bom desempenho da seleção equatoriana contra os argentinos em Buenos Aires. Na seleção equatoriana eram 6 jogadores da LDU, sendo 3 titulares e 3 no banco de reservas. E ainda teve o Veras, na seleção paraguaia que venceu o Brasil. Só para manter nosso time esperto, “já ganhou” de jeito nenhum!

 

Mas algumas discussões ganharam corpo pelas comunidades do Orkut e vejo uma relação entre elas. Discutir a importância dos resultados no campeonato brasileiro, quanto vale essa final da Libertadores e se o Fluminense pode ser considerado um dos grandes clubes nacionais ou não se resumem a uma analise única: linha do tempo.

 

O Fluminense foi pioneiro do futebol no país. Antes que algum apressado diga que por isso teve muitos títulos, corro a lembrar que muitos são os clubes brasileiros já centenários e que pouco venceram. Muitos são os clubes que nasceram na mesma época e já morreram. Poucos têm a quantidade de títulos (e títulos importantes) que o Fluminense tem. Isso porque desde sua fundação, esse clube é apoiado em valores, alguns esquecidos por diretorias nefastas, mas ninguém chega aos 107 anos impunemente. Trazemos em nossa história tudo de bom e algo de ruim que esse país produz. E por isso somos grandes.

 

Tivemos duas décadas muito ruins. Nada comparado aos 27 anos da coringada, nem dos 21 anos da cachorrada. Mas sim, foram ruins. E nesse mundo globalizado, com uma velocidade estonteante de noticias, cada vez mais o presente é passado e o futuro é presente. E o passado é esquecido, sendo jogada fora a palavra tradição. Daí a importância dessa caminhada, que começa com o titulo da CB ano passado, continua com uma belíssima participação no Brasileirão 2007 e culmina com a decisão da Libertadores. Voltamos a participar do presente e do futuro e daqui não podemos mais sair.

 

Futebol é um negócio em escala mundial. Mal comparando (por favor, não me interpretem mal) é tão complexo quanto religião. Movimenta bilhões de dólares apoiado na paixão das pessoas. Lidar com isso é arte que muito poucas pessoas desenvolveram. Precisamos aprender. O Fluminense sempre foi vanguarda, sempre liderou os movimentos de inovação no esporte nacional. A Taça Olímpica deveria ter um destaque em nossa história que não tem. Na minha opinião, TODOS os uniformes de nossos esportes amadores deveriam ter a imagem da TO bordada, para que nossos atletas nunca esqueçam que este é o único clube do Brasil a ter recebido tal premiação do COI. Isso é tradição.

 

Vencer a Libertadores é futuro.

 

Em tempo: LDU não é melhor que Boca e SP. Mas final de Libertadores não é igual a quartas de final e semifinal. No fim, seriedade, concentração, dedicação, honra e garra decidem.

 

Saudações tricolores

Guilherme Bastos


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