A velinha de Taubaté
Notícias relacionadas
Para acreditar nessa diretoria, só ela mesmo!
Tricolores do Brasil,
Talvez os mais jovens não a conheçam, mas ali pelos meados dos anos 80, Luiz Fernando Veríssimo, colorado doente, saxofonista de primeira linha e, nas horas vagas, o melhor escritor de humor do país, criou uma personagem que abrilhantava seus contos e tirinhas nos jornais brasileiros. Essa personagem ficou famosa rapidamente: era a Velhinha de Taubaté. Essa simpática vovó tinha como característica principal acreditar em todas as promessas e versões que o governo brasileiro, então em fim de ditadura, disseminava na mídia de forma geral.
Quando um general dizia que a bomba do Riocentro era obra de elementos da “esquerda revolucionária”, a velhinha acreditava. Quando Delfim dizia que a inflação ia cair, a velhinha acreditava. Se o presidente João Figueiredo dizia que quem não aceitasse a abertura política ele “prenderia e arrebentaria”, a velhinha delirava. Enfim, era a velhinha chapa branca!
E porque essa introdução toda? Porque estou me sentindo o próprio “velhinho de Laranjeiras”, aquele otário, boçal, energúmeno, idiota, imbecil, estúpido, otário...enfim, o próprio Zé Mané, que acreditou que este ano seríamos campeões das Américas, disputaríamos “brincando” o Brasileirão e, na pior das hipóteses, levaríamos o caneco estadual para casa, capitaneados pelos “Três Tenores”.
Quanta balela! Quanta incompetência! Quanto desperdício!
Neste domingo, perdemos um jogo ganho. Sim, senhores, ganho. Começamos melhores, fomos prejudicados duplamente num pênalti não marcado e no cartão amarelo que tirou nosso artilheiro do joga contra a cachorrada, logo aos três minutos de jogo. Mas dominávamos o jogo quando, em jogada pelo lado esquerdo de nossa defesa (sem comentários repetitivos, please!) batemos cabeça na defesa e tomamos o gol. Reagimos brilhantemente e viramos o primeiro tempo vencendo. Começamos melhores o segundo tempo mas tomamos o gol de empate em nova jogada pelo lado esquerdo de nossa defesa (de novo não!). Nesse lance, além da ausência sempre presente de nosso Leprechau, Tartá voltou na marcação, mas não marcou! Deixou um espaço de uns dois metros de distância que permitiu o cruzamento, a falta em nosso volante (outro erro do soprador de apito) e o gol. Me recuso a comentar o terceiro gol do coxa. Bizzaro é o adjetivo que me vem à cabeça com maior frequência.
Do jeito que a coisa está, nem a velhinha de Taubaté nem este “velhinho de Laranjeiras” acreditam mais em recuperação. O leve desespero da semana passada começa a pesar muito!
Em tempo: torcer pela mulambada contra o Ipatinga em jogo no Maraca e eles sofrerem para marcar um golzinho solitário é castigo de mais para um corno...ops, um tricolor só!
Em tempo 2: quando eu começava a acreditar que a cachorrada não era paraguaia, eis que vem a lusinha trazer à tona a realidade.
Saudações tricolores
158 leituras realizadas
|