Vitória sobre os porcos tem que ser capitalizada!
Torcida Tricolor,
Escrever um discurso ufanista nesse momento seria cair no lugar comum. Vencer o todo poderoso time da Traffic, treinado pelo incensado Luxemburgo e com uma atuação realmente consistente, sólida, organizada e competente, são motivos para qualquer colunista-torcedor se derreter em elogios. Mas vou segurar meus ímpetos para me deter a um aspecto que considero de suma importância neste momento: capitalizar a vitória.
O que quero dizer com isso? Muito simples: capitalizamos de forma agressiva e violenta a perda da Libertadores. Nosso “Maracanazzo”, somado a saída de algumas peças e a péssima reposição delas, nos arremessou no limbo do futebol, onde boa parte da torcida (e dos jogadores e da comissão técnica) passou a duvidar da qualidade de nosso time e dos jogadores que ficaram. Derrotas e empates dos mais tolos, erros de arbitragem a granel e discurso e atitudes totalmente errados de alguns membros da diretoria completaram o quadro.
Surge em cena, no meio do desespero, nosso Mario Bros, o “Máster Mind” Renê Simões. Reza a lenda que parte da diretoria queria Gallo para substituir Cuca. Outra queria Parreira, que não topou mas indicou Renê. Contratado, chegou às Laranjeiras cercado de desconfiança. Depois de 3 bons jogos, sendo o ultimo uma atuação firme e disciplinada com Maracanã começando a voltar a seus bons tempos tricolores, permitem aceitarmos que o caminho por ele determinado está correto.
Agora, tricolores, temos que encher as caixas postais de todos os colunistas e blogueiros de futebol exaltando nossas realizações recentes. Temos que usar esse momento para recuperarmos nossa auto-estima coletiva de forma definitiva. Nos próximos 2 jogos poderemos estar entrando na zona de classificação da Sulamericana, feito inimaginável por alguns até 1 mês (ou mesmo uma semana) atrás. Alias, se esta classificação é boa ou não, discutiremos caso ela aconteça. Nosso foco agora é nos distanciarmos de umas 5 ou 6 equipes da parte de baixo da tabela.
Quinta-feira é dia de Figueirinhas. Apesar das ótimas recordações que temos do Orlando Scarpelli, quem vive de passado é museu. Toda concentração do mundo será necessária para trazermos de lá um bom resultado. E sairmos de lá com moral total para cima da bacalhoada.
Em tempo: Barak Obina? Gi’me a break!!!
Em tempo 2: no Rio, o real venceu o imaginário. Que agora ele se materialize.
Saudações tricolores