Que glória!
A história realmente nos reserva muitas surpresas. Onde está escrito, qual o alinhamento dos planetas, em qual carta do Tarô podemos encontrar a explicação para esta prática já quase secular de ganhar da mulambada com gol nos últimos minutos de jogo? Cícero, em noite de Assis Carrasco, colocou a pá de cal nas carniças do urubu. E voltamos a ter esperança.
Estamos de volta ao campeonato. Agora são dois jogos onde temos que ter a mesma aplicação do nosso segundo tempo de hoje. Não podemos deixar que a euforia de uma vitória como a de hoje nos cegue: jogamos um primeiro tempo muito ruim. Melhoramos muito no segundo tempo até os vinte minutos e depois caímos um pouco, melhorando com as entradas do Moritz e do Tiago Neves. Demos muita sorte com as duas bolas na trave, mas hoje o jogo era nosso. Estava escrito há mais de dez mil anos!
Pensei em fazer alguns comentários sobre atuações individuais, mas tendo em vista a beleza do resultado alcançado e da forma que isso aconteceu, prefiro olhar para o grupo. Em algum momento ouvi alguém comentar que o time parecia estar sem alma. Pois bem, a alma tricolor, centenária, de tantas e tantas vitórias, começou a surgir no Maraca esta noite. Que Natalino e seus pupilos consigam mantê-la em seus corações. E que façamos por merecer estarmos nas finais dessa Copa Rio.
Em tempo: a mulambada reclamando de trinta segundos que o juiz não deu foi de um ridículo atroz, que só comprova o descontrole deles quando jogam contra nosso time.
Saudações tricolores.
flufanatico@globo.com