Torcida Tricolor,
Maracanã com 20.000 pessoas em plena noite de quarta-feira, muita vibração da torcida, estréia do Renato Gaúcho como técnico. No dia anterior, feriado pelo dia do trabalho, a torcida compareceu em peso ao treino, cantando e incentivando todo o time. O ambiente, portanto, era perfeito para uma grande atuação do time, uma atuação que conquistasse de vez a torcida e que fizesse com que os jogadores passassem a acreditar mais neles mesmos.
E o time começou o jogo de forma exuberante. Foram os melhores 25 minutos que vi o Fluminense jogar no ultimo ano. Marcação de saída de bola do adversário, deslocamento dos jogadores de meio e ataque, triangulações pelas laterais e um gol aos 12 minutos de jogo. Sabia que dificilmente o time conseguiria manter aquele ritmo por 90 minutos. Mas saber dosar as energias também é sinal de interferência do técnico.
Aos 30 minutos, no entanto, numa falha de marcação do lateral direito Carlinhos, o lateral do Patético manda um pombo sem asa, uma tiça de fora da área e empata a partida. Vi e revi o gol dezenas de vezes e continuo com a mesma impressão que tive na hora: bola muito difícil mas dava para o goleiro pegar, não era impossível. Um amigo que assistia o jogo comigo e que é goleiro nas horas vagas, defendeu o FH dizendo que a bola descreve uma curva muito cruel para o goleiro. O fato é que, defensável ou não, o gol derrubou time e torcida de uma só vez.
O time se desarrumou, perdeu a marcação e os paranaenses se aproveitaram disso. A torcida ficou mais preocupada em vaiar o FH do que em motivar o time. Tudo errado. Por sorte, terminamos o primeiro tempo com empate.
Veio o segundo tempo e recuperamos boa parte da vontade perdida no fim do primeiro. Dominamos o jogo mas os Patéticanos tiveram duas oportunidades maravilhosas, uma delas em bola perdida pelo L. Antônio e com saída tresloucada do gol de FH. Outra com uma boa defesa dele. E Renato passou seu cartão de visitas, tirando Fabinho e colocando Lenny aos 35 minutos, mostrando mais uma vez sua característica de não temer correr riscos para vencer partidas.
A substituição de He-Man por Magrão deixou uma certeza: entre os dois prefiro o Soares. Na falta dele, vai de Magrão mesmo. Mas precisamos de um atacante de área que inspire mais confiança. Alex Dias precisa de uma benzedeira. Se desloca, recebe, toca, chuta, mas nada dá certo. Cícero desaparece do jogo por longos minutos. Nem arma, nem marca. Diego tem que voltar para o gol, já que FH não inspira mais confiança em ninguém. E nossos laterais, que tiveram suas melhores atuações esse ano ontem, demonstraram que têm muito o que treinar sobre defesa. Ou então o Renato terá que adotar o 3-5-2.
Em tempo: O time parece estar se acertando. O desafio maior é manter a pegada. Que venha a Baixada!
Saudações tricolores.
flufanatico@globo.com