“É por isso que eu canto, e visto esse manto, orgulho de ser tricolor..”.
Após os Jogos Pan Americanos, nada como voltar a freqüentar o bom e velho Maracanã. Velho? Sim, velho no sentido das recordações, da intimidade que tenho pelo Gigante que foi um dia batizado de Mario Filho, mas que é, e sempre será, o nosso Maraca. Não importa se está mais moderno, definitivamente não fui ao jogo do Fluminense com o Palmeiras para conhecer o novo Placar, ou para ver algum maluco aparecendo fantasiado no telão. Muito menos para aturar o rosto estampado de alguns jogadores... arg... Até porquê já havia levado a Alessandra para assistir nossa Seleção Feminina Brasileira jogar a semi-final do torneio continental. Estava no Maracanã “somente” para mais um jogo do Fluminense, como de hábito. Saudades, como que se tivesse viajado nas férias escolares e perdesse alguns jogos ao vivo. Me lembrei então que o último jogado no Rio de Janeiro lá estava eu, então, só não fui nos jogos fora do Rio. Mas saudade não tem explicação.
Jogo morno, fico ali perto da Legião, que canta o primeiro tempo inteiro, até na hora do gol palmeirense. Chega o intervalo, as pessoas vão ao bar, ao banheiro, ligam seus celulares a procura de alguém que possa dizer se foi ou não foi pênalti no lance do Arouca (pois o novo telão não pode mostrar). Eu permaneço ali, olhando o campo vazio, o placar adverso, mas ali mesmo onde me sinto em casa. Vendo o gramado, vendo as arquibancadas. No bom e velho Maracanã, entendem?
De repente, ainda antes de se iniciar a etapa final, até mesmo antes dos times voltarem dos vestiários, uma nova música começa a ser cantada pela Legião Tricolor: uma, duas, duzentas vezes. Junto com um bumbo na marcação. Junto com lindas bandeiras sendo tremuladas. Sem parar! “Ô ô ô ô Fluminense Eterno Amor...”. De repente toda a arquibancada amarela começa a seguir a turma da Legião. Como que hipnotizada. Começo a incentivar, a gritar mais alto. Vejo um velho torcedor, provavelmente dos tempos de Castilho, cantando com amor, com orgulho, com tudo que a letra dizia. Vejo umas crianças sorrindo e tentando acompanhar. Com o manto tricolor, como bem dizia a nova música. Um menino, emocionado, beija o escudo, e me lembro do meu filho Enzo, ainda pequenino para ali estar, mas que com igual amor beija o escudo de sua pequena camisa tricolor em casa.
A bela canção, ou grito de guerra como queiram, pegou, definitivamente. Para sempre. Com a eternidade que ela merece e pelo eterno amor que é o nosso Fluminense. “É por isso que eu canto, e visto esse manto, orgulho de ser tricolor”.
(Postado por Luis Carlos São Luis-Ma, Fevereiro 15, 2011, 6:35 AM)