As duas estradas
Nov 23,2007 00:00 by autor78

                 Estamos nos aproximando de uma bifurcação. 

                  Há dois caminhos a seguir. Duas alternativas completamente distintas. Duas estradas em sentidos opostos. Uma estrada nova e uma estrada velha. 

                 A estrada velha, na verdade, não é um desvio. Ela apenas continua no mesmo sentido de anos e anos. É uma estrada arcaica, cheirando a mofo ou mesmo a naftalina.  Segue o túnel da Continuidade e seu destino final não é Futuro. 

                A estrada nova nos leva a Novidade. Leva-nos a um mundo diferente do que nos acostumamos nas últimas décadas. Pode-se apreciar, no caminho, Modernidade, Legalidade, Correção e Lisura.

                 Na estrada velha, usa-se a máquina de escrever. Na nova, computadores de última geração.

                   A estrada velha leva a América e Bangu. A nova leva, no mínimo, no rumo de São Paulo, com boas possibilidades de se ir além.

                  A estrada velha leva a Insolvência. A nova, a Saneamento. 

                 Na estrada velha não há parceiros. Há credores e desconfiança. Na estrada nova, investimentos e credibilidade. 

                Na estrada velha, obras (mal) feitas às pressas. Na nova, cuidado com tudo o que se relaciona com a nossa marca. 

                A nova traz uma perspectiva de Yokohama. A velha, de Nova Lima. 

                Na estrada velha seguiremos Eurico Miranda. Na nova, seremos seguidos.

                  Na velha, ladeando o caminho, poderemos ver plantações de mentiras. Na nova, transparência. Na velha, delírios frutificarão por toda a trajetória. Na nova, o caminho será pavimentado com austeridade. 

                Ambas levam à Unimed. Mas na estrada velha, há uma relação de dependência parasitária, como uma tábua desesperada de salvação. Na nova, uma relação ganha-ganha, uma parceria moderna, fortalecida e aperfeiçoada. 

                Ambas passam por Xerém. Mas a estrada velha passa por um Xerém derrotado, um cabide de empregos para os amigos que querem continuar sempre na mesma estrada. A nova passa por um Xerém vitorioso, uma fábrica de futuro. 

                A estrada velha chama-se Roberto Horcades. A estrada nova chama-se Peter Siemsen. 

                Laranjeiras estará com duas possibilidades. Resignar-se em abrigar um clube cada vez mais regionalizado, um clube de bairro com uma marca poderosíssima em declínio, ou viver a esperança de ver um clube internacionalizado à altura de sua marca, cada vez mais valorizada. 

                 Quem se aproxima da tal bifurcação é o sócio do Fluminense. Ele ali chegará em 27 de novembro próximo. Ele optará por um dos dois caminhos. Só um dos dois poderá virar a chave do Fluminense no rumo dos clubes mais modernos e estruturados.

                 A torcida aguarda com ansiedade qual será a opção dos sócios.  Ela afetará diretamente o destino de sua grande paixão.

                 Esta é, meus irmãos Tricolores, a realidade do dia 27. O próximo presidente poderá ser Roberto Horcades ou Peter Siemsen. 

                 Horcades é a continuidade. Peter é a esperança. 

                Que Deus ilumine os sócios do Fluminense nesta próxima terça-feira.