Quase lá!
Nov 23,2008 00:00 by Guilherme Soares Bastos

Vitória no Sul tranqüiliza corações.

 

Torcida Tricolor,

 

Longe de fazer uma grande partida – afinal, nem era necessário – vencemos o time pálido dos colorados e praticamente garantimos nossa permanência na série A. É impressionante que estejamos passando por este calvário, competindo contra equipes muito piores do que a nossa. Mesmo o todo-poderoso Santos, que tem os recursos das vendas de Robinho, Diego e Elano (será que sobrou alguma coisa?), tem feito apresentações bisonhas, alias, mais bisonhas do que as nossas. Afinal, vencer esse time B do Inter jogando em casa por somente 1x0, num gol de absurda sorte e na partida seguinte perder de 5 para o não mais do que mediano time do Coritiba é de matar de raiva. E se avaliarmos os elencos dos Patéticos, Figuinhas, Náutico, Portuguesa e WascO, já era para estarmos longe disso há muito tempo. E olhando para cima, os elencos de Atlético MG, Vitória, Sport e Coritiba em nada são melhores que o nosso.

 

Portanto, a provável saída do grupo da morte é um resultado absolutamente lógico mas que só foi alcançado porque encontramos nosso Master Mind Renê Simões. Ele é o grande responsável por esta equipe recuperar seu equilíbrio mental e espiritual e voltar a jogar um futebol eficiente. Nos 8 jogos que dirigiu o time, Renê alcançou quase 67% de aproveitamento dos pontos disputados, índice altíssimo para os padrões do campeonato (os bambis têm 65,7% de aproveitamento). E por conta disso, dou minha mão à palmatória.

 

Fui contra a substituição de Renaite, por considerar que não havia nenhum técnico disponível que realmente fosse melhor do que ele. Contratamos Cuca, que comprovou ser desequilibrado emocionalmente em qualquer clube que trabalha (não era uma exclusividade dos foguetes) e sua passagem acabou sendo ruim. Quando falaram em trocar o técnico de novo, faltando apenas 10 rodadas, fui contra novamente. Afinal, contratar quem? Somente Parreira me parecia um técnico com gabarito o bastante para ser apresentado como esperança. Ele não aceitou mas indicou Renê, um verdadeiro “Ás na manga”, nome que não havia sido especulado por ninguém. Vencidas as inseguranças, nosso Super Mario Bros conseguiu recuperar boa parte do espírito vencedor desse grupo.

 

Aprendi uma lição muito importante: em períodos de crise, é melhor errar tentando acertar do que errar por não fazer nada. Nunca saberemos se a saída do Renaite era realmente necessária ou não. Pelos resultados obtidos pelo time do WascO, podemos supor que realmente ele não está em boa fase. Mas o fato é que entre (Meu Deus do) Ciel, Evandro, Ratinho e afins, nossos cartolas acertaram pelo menos no técnico. E torço para que ele continue e nos leve a algum título ano que vem. Nós torcedores, e ele, merecemos.

 

Em tempo1: mulambada roubada? Nunca antes na história desse país vimos uma coisa dessas! Onde esse mundo vai parar?!

 

Em tempo 2: as batatinhas do bacalhau já estão assadas!

 

Saudações tricolores