Após a chegada do Coordenador de Futebol Cláudio Ibrahim, conhecido popularmente como Branco,
começou o desmantelamento do futebol amador tricolor, sediado em Xerém. Branco, mais preocupado
em empoleirar os amigos e compadres, a começar pelo Vice de Finanças (Carlos Henrique), que hoje
acumula o cargo de "Xerife" de Xerém. Este fato levou a dupla Cássio Miranda e Marcelo Teixeira,
até então diretores do futebol amador tricolor, a renunciarem ao cargo. Muda diretoria, muda
administrador. O novo Coordenador de futebol vai empregando os amigos. Não satisfeito em empoleirar
amigos na administração, a lambança do branco chegou também ao campo. Após interferir na escalação
as vésperas de um clássico contra o Vasco, em Xerém, pelo estadual de juniores, onde impôs a escalação
de quatro atletas que estavam à disposição dos profissionais, o resultado não poderia ser outro que não
fosse uma vexatória goleada. Branco então pegou para "Bode Expiatório" o vitorioso treinador
Anthony Santoro, que havia sido contratado ao Império do Mal, após vitoriosa passagem pela Gávea, do Pré-Mirim
aos Juvenis.
Pelo menos teve o bom censo de contratar o vitorioso Edgar Pereira, que havia saído do Fluminense
por não conseguir conciliar o trabalho na seleção com o dos infantis do Flu, que dirigia na
época. Esperemos que esse empecilho anterior tenha sido contornado nesta sua volta,
e que consiga repetir no comando dos juniores, a carreira vitoriosa que viveu nos infantil .Na última semana
quando já se achava que o desmanche havia terminado, Branco surpreendeu com a demissão do
coordenador técnico Ney Rama, e emplacou mais um amigo, o desconhecido Bruno Couto. Bruno,
de 26 anos, nenhuma ligação anterior com o futebol e cujo a principal credencial é ser filho
do atual presidente da Federação de Roraima, maior aliado de Ricardo Teixeira. De olho no
cargo de gerente geral da seleção brasileira (cargo ocupado atualmente por Américo Faria), Branco
não hesitou em agradar a Teixeira e colocar em Xerém o filho do maior aliado do chefão da CBF.
Nomeou também, para o cargo de diretor, um tal de Sr. Orlando, que foi diretor da base nos anos mais negros
da história do Fluminense, na década de 90.
Nosso Ex-lateral vai transformando o Fluminense em confraria. Além de empoleirar amigos,
Branco, ainda não satisfeit, onera a folha de pagamento, pois os amigos chegam com salário
superior ao dos antigos funcionários. A ultima vítima foi o treinador do Juvenil, Claytuil Alves,
demitido nesta semana após empate com o Friburguense, em Xerém, sob alegação
de ser muito bom na formação, mas que havia necessidade de conquistas.
Pelo menos o substituto, Hamilton, trazido do estado do Paraná , com passagem pelo Atlético
Paranaense, parece não ser mais um apadrinhado do Ex-Lateral (foi indicado pelo Vinicius Eutrópio).
O custo desse desmantelamento só o futuro nos dirá. Tecnicamente já é evidente, pois nossos juniores
fizeram a pior campanha da história. De resto é torcer para que até Novembro, época de novas eleições,
os novos gestores do futebol tricolor não encontrem a terra arrasada, pois parece que a generosidade
do nosso Coordenador para com seus amigos não tem limites.
Espero que na próxima coluna não seja preciso comentar mais uma sandice do nosso Coordenador.
Grande abraço e até a próxima