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Mayaro

 

Meio campo da equipe de
juniores do Fluminense

Por Beto Meyer

 

 

Torcida Tricolor: Antes de tudo, muito obrigado por conceder essa entrevista ao Portal Torcida Tricolor. Para que todos conheçam um pouco mais sobre você, diga-nos como e onde você começou a jogar?

Mayaro: Eu que agradeço a oportunidade. Desde 2006, quando conheci o site através do Mario (n.e: Mário Marques, um dos editores do TT), que eu não via a hora de poder bater um papo com vocês. Bom, como todo garoto eu sempre fui fissurado em futebol. Meu pai e meus tios foram jogadores e sempre, no meu aniversário, me davam ou uma chuteira ou uma bola. Comecei na escolinha do meu tio Kikinho ( ex- Botafogo, Vila-Nova ) em Nova Iguaçu, e de lá ele me levou pra fazer teste em vários clubes.

Torcida Tricolor: Mayaro, você jogou muito bem a Taça São Paulo de Juniores em 2008, sendo um dos destaques do time.
Qual é a importância dessa competição para o jogador jovem e como você analisa a competição desse ano.

Mayaro: Eu joguei dois anos seguidos a Copa (2007/08) e sei que é uma vitrine para todos os jogadores. Tem muito olheiro europeu que vem ao Brasil única e exclusivamente pra assistir a essa competição. Esse ano não está sendo diferente. Dessa vez, estou assistindo pela TV pois o último ano dos juniores não joga. E estou bem otimista quanto ao nosso time ir bem longe e brigar pelo título. Fomos por um caminho mais ''fácil'', saindo dos confrontos com outras boas escolas do futebol, como São Paulo, que nos eliminou em 2007 e 2008, Cruzeiro, Santos, entre outros.

Torcida Tricolor: Você joga como volante, qual é o seu estilo de jogo? Carrega a bola até um dos meias para fazer a ligação ou gosta de armar o jogo? Como você gosta de jogar?

Mayaro: Quando eu cheguei no Flu, em 2003, os treinadores sempre me davam a 5, e sempre com a função de pegar o 10 do time adversário. O Claytuil e o Edgard, e depois o Antony (n.e: Antony Santoro ), chegaram pra mim e falaram que, igual ao que eu estava fazendo, tinham muitos. Foi ali que eu comecei a fazer um trabalho à parte, depois de todos os treinos, no campo e na musculação, para pegar mais corpo e para chegar com agressividade ao ataque também. Depois de dois meses, eu passei a usar a camisa 7 e cheguei um pouco mais à frente, como um segundo volante.

Torcida Tricolor: Muito se tem falado sobre a ida dos profissionais para Xerém. Qual a sua opinião sobre o assunto? Você acha que a distância de Xerém do centro do Rio é um fator que desagrada aos jogadores?

Mayaro: Para nós seria maravilhoso! Estaríamos mais perto dos profissionais e qualquer necessidade que o Renê tivesse, em termos de falta de jogadores em alguma posição, nós estaríamos ali pra suprir. Sem contar que teria mais coletivos contra eles e ficaria mais fácil ele nos conhecer. E, na minha opinião, só tem lado positivo, com apenas um negativo a ida para Xerém: os ares lá são melhores, tem mais verde, mais campos pra treinar, a estrutura é melhor que nas Laranjeiras, tem mais privacidade, etc. O que eu acho que poderia se tornar um problema, mas logo os jogadores se acostumariam, seria a distância, porque a maioria mora na Barra ou Zona Sul. Estamos na torcida para eles virem o mais rapidamente possivel pra cá.

Torcida Tricolor: Como está sua transição dos juniores para o profissional? Qual a sua expectativa com relação a vestir a Camisa Tricolor no Maracanã lotado num jogo dos profissionais?

Mayaro: Uma vez ou outra eu vou treinar com os profissionais. Tive oportunidade com o Cuca, e cheguei a ir para um jogo com o Renato Gauho. E as expectativas são as melhores possíveis. Sempre aparece algum clube querendo alguns jogadores por empréstimo, e sempre me dizem que seria uma boa pra mim, pois quando voltasse estaria mais experiente. Eu concordo, mas trabalho muito pra vestir a camisa do Fluminense e me firmar no profissional o quanto antes. Renovei agora pos dois anos e tenho certeza que Deus vai me abençoar e vai pintar uma brecha esse ano e vou aproveita-la. É um sonho!

Torcida Tricolor: E como é trabalhar com o Gilson, o Gênio?

Mayaro: Ele já esteve do lado de cá, dos jogadores. Nos conhece e sabe a hora de dar bronca e chamar pra dar conselhos. Quando soubemos que ele ia subir ano passado para a equipe de juniores, nós ficamos muito felizes e animados com a oportunidade de trabalhar com ele.

Torcida Tricolor: Você se acha preparado para enfrentar o ritmo de trabalho dos profissionais?

Mayaro: Estou sendo preparado para isso desde 2007, quando fui convocado pra seleção sub18. Faço trabalhos com fisiologistas para pegar mais corpo e eles pegam muito no meu pé, pois sou relativamente baixo, e preciso ser forte pra aguentar os trancos no profissional. Já peguei quase 10 kg de massa muscular, com eles.

Torcida Tricolor: Grande parte da torcida acompanha seu trabalho. Claro que há muitos elogios e também muita crítica. Como você lida com isso? Até que ponto isso influencia no seu trabalho?

Mayaro: O que me faz crescer e querer treinar ainda mais são as críticas. Procuro saber porque estão falando mal do meu futebol. Se é o passe, boto na cabeça que tenho que melhorar nos passes, se é o posicionamento, procuro me posicionar melhor. Toda crítica tem seu fundamento e, aos pouco,s vou melhorando e corrigindo meus defeitos.

Torcida Tricolor: A mídia esportiva, de um modo geral, não acompanha muito o futebol da base. Vocês sentem falta de uma cobertura mais efetiva da imprensa? Os jogadores mais novos estão preparados para lidar com a pressão da mídia?

Mayaro: Sentimos muita falta. A única época que tem uma cobertura grande é agora, na Copa São Paulo. Quanto a pressão da mídia, qualquer jovem jogador sente um pouco. Mas eu posso responder pelos jogadores da base do Flu, e sei que a estrutura por trás é muito boa. O jogador chega 50% preparado, com a cabeça no lugar porque contamos com psicólogos e nutricionistas, entre outros profissionais. O outros 50% nós só conseguimos indo pra lá e vivendo aquele clima de cobrança de um time grande como o Fluminense.

Torcida Tricolor: Mayaro, gostaríamos de agradecer sua gentileza por essa entrevista. Saiba que estamos torcendo para seu sucesso no Fluminense e gostaríamos que você deixasse sua mensagem final para a torcida.

Mayaro: Eu que agradeço a oportunidade. Como eu disse lá em cima, estou esperando essa entrevista há um tempo, e estou muito feliz pela conversa. A torcida pode esperar muita garra e amor a camisa, não só de mim, mas de todos os jogadores da base. Que 2009 seja o ano do Fluminense.

SAUDAÇOES TRICOLORES.

 

 

 

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